No período que antecede as campanhas políticas é muito usual os partidos, coligações e candidatos realizarem treinamentos e orientações que lhes ajudem a desenvolver uma performance comunicacional para passar as propostas e projetos de forma adequada facilitando assim o entendimento pela população.

Em vários treinamentos que ministro para políticos e candidatos é possível observar o interesse em realizar o aprimoramento da comunicação como ferramenta para facilitar o entendimento da mensagem.

No entanto, reparei que, diferentemente de alguns candidatos sérios, outros candidatos e partidos recorrem aos treinamentos para mascarar as verdadeiras intenções e passar uma imagem positiva e de credibilidade com a intenção de mudar o comportamento comunicacional do candidato.

Por isso, neste post vou pontuar os principais aspectos que facilitam a avaliação pelo eleitor.

Sabe-se que a análise atenta da performance comunicacional de um candidato político pode nos dar muitas pistas sobre a sua personalidade, a veracidade da informação e real intenção do partido ou coligação.

Assim neste post indico quais são os principais aspectos que devemos observar:

  • Expressão Facial e Corporal: linguagem corporal geral, gestos, movimentos com os olhos, microexpressões e postura adotada;
  • Indumentária: vestuário utilizado, cores, acessórios e complementos;
  • Vocabulário: palavras e recursos linguísticos utilizados;
  • Voz: imagem sonora apresentada;
  • Dicção: articulação dos sons da fala;
  • Escuta: demonstração de atenção e empatia;
  • Ordenação e apresentação da informação.

Todos os aspectos estão envolvidos no desempenho, performance e relacionamento comunicacional sendo imprescindível avaliá-los durante os comícios e discursos dos candidatos. Mas, também é fundamental avaliá-los em momentos espontâneos para verificar se as impressões e análise obtidas sobre os candidatos se confirmam.

Assim seguir este roteiro facilita a nossa observação:

1 – Expressão Facial e Corporal:

Olhar: Se o olhar ficar desviando de forma exagerada, fique atento e anote as informações fornecidas para confirmar posteriormente.

De acordo com pesquisas se o candidato ao falar olhar para cima e para direita, isto significa que ele pode estar construindo imagens e informações. Pode ser um indicativo de apresentação de uma nova informação ou ainda uma mentira.

Já, se o candidato responder olhando para cima e para esquerda, pode ser um indicativo de estar relembrando as informações e imagens, provavelmente é uma mensagem verídica.

No entanto, identificar se o falante é destro ou canhoto é imprescindível. Se for destro acompanhar o esquema acima.

Mesmo assim, as informações aqui relatadas devem ser avaliadas em conjunto com o contexto e demais aspectos.

Sorrir: verifique se o sorriso é falso ou espontâneo. O sorriso espontâneo é aquele que apresenta a movimentação dos músculos ao redor dos olhos, assim como todo o rosto.

Gestos representativos e indicativos: são os movimentos com os braços e mãos. Verifique se os gestos estão em sintonia com a mensagem e se acompanham o ritmo e velocidade da fala.

  • Gestos largos e agitados revelam ansiedade, confusão interior, dificuldades de ordenar o pensamento;
  • Gestos sóbrios e controlados definem um indivíduo calmo, seguro de si, respeitoso e dado à reflexão;
  • Já o aparecimento de gestos confusos e desastrados podem ser um indicativo de pouco amadurecimento psicológico, muita timidez e resultado de insatisfação.

Se a todo momento o candidato fala com as mãos elevadas com as palmas próximas ao peito, isso pode revelar certo narcisismo, ou seja, ele está preocupado consigo mesmo e interessado em defender seus próprios direitos.

Mãos: é muito comum observar que quando pessoas não querem revelar suas informações apresentam a mão na boca. Mão na boca pode ser tensão, medo e controle das palavras. Assim, ao falar podem virar um pouco a cabeça para esconder a boca, seguram uma caneta na boca, apertam e juntam os lábios com os dedos. Estes mecanismos podem ser uma tentativa inconsciente de impedir que a informação escape, mas também pode denotar dúvida, incerteza ou exagero.

Microexpressões: são sinais de emoção e sentimentos. Aparecem de forma breve, instantâneas e involuntárias podendo ser observadas por nós. Desta forma, as microexpressões apresentam a verdadeira emoção interior.  Temos sete sinais universais: alegria, tristeza, aversão (nojo), raiva, desprezo, surpresa e medo. Neste item devemos observar a incompatibilidade entre a emoção e o que é dito.

Postura:  algumas informações construídas são observadas na postura do candidato que pode ser muito rígida, fechada e com o corpo inclinado para trás. Por vezes, apresenta as pernas e os braços cruzados. Por outro lado, se a informação for transparente sua postura corporal será aberta, relaxada e confortável. A postura do nosso corpo diz muito sobre como pensamos ou nos sentimos.

O ideal é observar o aparecimento de incongruências de movimentos em relação as informações fornecidas.

2 – Indumentária: vestuário utilizado, cores, acessórios e complementos:

Logo de início o que chama mais atenção são os aspectos relacionados com o visual e estilo. Devemos observar a roupa utilizada, a cor e acessórios complementares. Se tudo estiver muito certinho e detalhadamente organizado, desconfie! Mantenha a sua atenção aguçada. Verifique se o visual utilizado está de acordo com a imagem, comportamento, perfil, pois estes itens, mostram muito sobre a pessoa.

3 – Vocabulário – palavras e recursos linguísticos:

Se o candidato utilizar muitas palavras e uma linguagem técnica, ele realmente ainda não está integrado com as características do público e população. Ainda lhe falta adaptação. Normalmente os discursos são construídos e isso fica visível no vocabulário mais formal.  

4 – Voz – imagem sonora:

A voz é sentimento e emoção. Fique atento na voz de seu candidato, pois a voz realmente está relacionada ao sentimento e podemos notar muito sobre o que ele está sentindo ou querendo transmitir.

Neste sentido é fundamental prestar atenção ao tom da voz, qual a forma e a maneira que está sendo utilizada a entonação, modulação e inflexão para passar as informações.

É muito comum em momentos de maior constrangimento e nervosismo apresentarmos uma voz mais embargada, trêmula e monótona. Mas, pode também ser um indicativo de que alguma informação não condiz com o contexto real.

Outro aspecto característico da voz muito presente nestes contextos é o aparecimento de rouquidão por conta do uso intensivo da voz, cansaço, stress e esgotamento.

Mesmo que não esteja relacionado com uma informação mentirosa, uma alteração vocal diz muito sobre a dinâmica do partido e interfere na credibilidade da mensagem.

Outra pista para análise está relacionada com a nossa respiração. Se os ciclos respiratórios estiverem muito irregulares significa que existe uma agitação e excitação naquele momento e com a passagem daquela informação. Mas, também pode ser resultado de ansiedade e preocupação na transmissão da informação.

5 – Dicção – articulação dos sons da fala:

A articulação dos sons da fala diz muito sobre nós. Se a pronúncia estiver imprecisa pode revelar dificuldade na organização mental ou desinteresse em comunicar esta informação.

No entanto, se a dicção estiver bem definida e articulada pode passar clareza de ideias, desejo de ser compreendido, franqueza e muito conhecimento sobre o assunto.

Outro aspecto para observar é a velocidade da fala. Se a velocidade estiver lenta pode passar falta de organização de ideias e lentidão de pensamentos podendo passar a impressão de insegurança sobre a temática. Já se a velocidade estiver elevada pode passar ansiedade, falta de tempo ou tensão neste cenário.

6 – Escuta – demonstração de atenção e empatia:

A escuta atenta é um indicativo de que a pessoa está tranquila em relação as informações relatadas. Observe se o candidato ao ser questionado apresenta um semblante amistoso e expressão facial sorridente. Muitas vezes observa-se certa indiferença, impaciência, preconceito, preocupação e posição adotada. Ou ainda, aproveitam esta oportunidade de escuta para elencar informações que ajudem a esclarecer e apresentar os pontos relevantes das bases e projetos defendidos. É possível observar se o candidato apresenta interesse genuíno pela população.

7 – Ordenação e apresentação da informação:

Toda informação necessita de uma ordenação. Assim, observe se o seu candidato consegue dividir o seu discurso em começo, meio e fim, apresentando uma ordenação lógica. É fundamental que ele apresente os pontos principais (listas de tópicos), que pode ser com base em temas relacionados a solução de problemas, estatísticas, exemplos e informações.

Resumidamente:

Quando o candidato começar a falar preste atenção nas microexpressões, nos movimentos dos olhos, na articulação dos sons da fala, na abertura da boca e na voz. Observe se a expressão facial está sorridente e natural e se está em sintonia com a informação oferecida.

Lembre-se de evitar interpretar os sinais, aspectos comunicacionais realizados isoladamente. Assim, avalie a comunicação global e se por ventura sentir um estranhamento, verifique os aspectos comunicacionais (acima citados) envolvidos, o contexto, a informação etc.

Com base neste roteiro de análise, é possível identificar se o político está fazendo uma representação premeditada, desonesta e inautêntica.

É importante perceber se o que está sendo dito não é mera conveniência.

Desta forma, desejo uma ótima avaliação a todos!!!

 Grande abraço. Sucesso sempre!!!

 Maria do Carmo Carrasco

CEO de Comunicação Corporativa e Desenvolvimento Profissional – Cop Consultoria; Fonoaudióloga Forense, Ocupacional e Empresarial – CRF.ª 5037-SP; Personal Communication Trainer – Mentory Vocal e Comunicacional; Perita em Comunicação Humana e Doenças Comunicacionais; Docente OAB/SP – ESA;  AASP e MP.

Desde que passamos a frequentar os bancos da faculdade de Direito, nos debruçamos sobre o estudo dos mais variados assuntos pertinentes ao mundo jurídico.

Numerosas são as horas de leitura e de atenção às aulas ministradas, sempre em busca do conhecimento, essencial ao exercício da profissão.

Tudo o que aprendemos e estudamos amadurece nossas condições para o trabalho, e quanto mais nos aprimoramos, mais sentimos necessidade de novas informações.

Muitos de nós concluímos o nível superior e passamos a frequentar workshops, palestras, cursos de extensão, pós-graduação, mestrado, dourado em busca da evolução do saber. Com tanto estudo acumulado em nossa mente, como colocar isso em prática?

Todo esse conhecimento adquirido ao longo dos anos parece sempre pouco para que nos sintamos alicerçados para o exercício do nosso mister, eis que a vida profissional passa a nos submeter às mais diversas questões, que variam não só em relação ao assunto mas também em relação ao nível de complexidade envolvido.

É nesse ponto que muitos profissionais experimentam uma sensação irreal de despreparo, quando, na verdade, o que lhes falta é uma forma adequada de se comunicar.

Vamos supor que um possível cliente tenha nos procurado. E agora? Como atender esse cliente em potencial? Como transmitir-lhe segurança? Como demonstrar-lhe nosso conhecimento? Como conquistá-lo, fechar o contrato e ir adiante no desempenho de nossa atividade?

Suponhamos agora que o contrato já esteja fechado. Como conversar com o cliente de modo a extrair da melhor maneira possível todas as informações de que necessitamos para podermos defender os interesses dele?

E depois, como redigir as peças processuais, a fim de obtermos o provimento jurisdicional? De que forma nos comportaremos na audiência? Como falaremos ao juiz e discordaremos dele? Qual estratégia adotaremos para elaborar perguntas às testemunhas e às partes?

Não nos esqueçamos de que pode haver reuniões envolvendo a parte contrária para uma possível negociação amigável. Pois bem, como vamos negociar?

Essas e muitas outras questões estão relacionadas a um só tema: a comunicação eficaz, objeto do curso ministrado pelas autoras em várias instituições.

Por meio do estudo desse tema, abordado na presente obra de maneira bastante didática, o advogado que se dedica a aprimorar sua comunicação encontra o caminho para responder a todas essas questões.

Ah, a comunicação! Se fôssemos compará-la a algum órgão do corpo humano, certamente ela seria o coração a bombear o conhecimento de que dispomos para a nossa vida profissional.

A comunicação eficaz cria o diferencial de que necessitamos para conquistar nosso lugar no mercado de trabalho competitivo que nos cerca.

Não vendemos conhecimento, vendemos prestação de serviços! De que valerá todo acúmulo de informações profissionais se não soubermos dar os primeiros passos: receber, atender e conquistar possíveis clientes?

Sejamos realistas! Para que nosso arcabouço de saber tenha valor, precisamos nos comunicar com o mundo, só assim viabilizaremos nossa trajetória profissional.

Sabemos que a qualidade de nossa formação é imprescindível, porém é preciso que nos comuniquemos de forma eficaz para que o conhecimento de que dispomos reflita em nosso trabalho.

Por exemplo, em nossa vida profissional, quando nos reunimos com um cliente a fim de coletar dados e fatos necessários para a elaboração da defesa de seus direitos, é muito comum termos de indagar acerca de assuntos correlacionados às mais profundas intimidades dele, o que requer destreza comunicacional de nossa parte, eis que, não raro, esse tipo de abordagem pode causar constrangimento.

Dessa forma, é imperioso que a performance comunicativa do advogado caminhe de forma gradativa, respeitando o limite de vulnerabilidade do cliente, de maneira que ele se sinta tranqüilo e seguro para relatar com presteza e exatidão os detalhes necessários ao bom desempenho do profissional. É preciso que se dê um passo de cada vez, conquistando pouco a pouco a confiança do cliente; do contrário, ele poderá se sentir acuado e acabará suprimindo pormenores de crucial importância para a própria defesa.

Logo de início, é interessante que o advogado identifique o cerne da questão e passe a tecer esclarecimentos jurídicos a respeito do assunto. Deve-se explicar ao cliente que os pormenores são importantes, pois ajudam a identificar a melhor estratégia para preservar os direitos dele.

Quando o advogado esclarece o porquê da necessidade de obter certos detalhes a fim de que possa defender plenamente o interessado, este cria uma grande predisposição para cooperar, empenhando-se no fornecimento de todas as informações de que dispõe.

Note-se que as atitudes do cliente dentro do processo comunicacional devem servir de termômetro para o advogado manter ou modificar sua abordagem durante a reunião, sendo certo que a expressão corporal, entonação de voz e outros fatores precisam ser observados a fim de que as informações necessárias possam ser extraídas de forma adequada.

Por exemplo, se porventura as perguntas fizerem com que aquele que está sendo indagado cruze os braços ou afaste a cabeça para trás, é hora de modificar a estratégia, alterar a forma de realizar as perguntas, mudar de assunto ou até mesmo fazer uma pausa para o café.

Caso verifiquemos que o cliente, quando relata certos fatos, volta seu olhar para a direita, precisamos estar alertas para possíveis variações da verdade, pois conforme estudos de neurolinguística, esse tipo de olhar pode significar que a pessoa que o expressa durante a fala, esteja sendo criativa para relatar, afastando-se da realidade.

É oportuno citar a célebre frase “Existem três verdades: a sua, a minha e a verdade”. Isso significa que é preciso deixar de aceitar como verdade tudo aquilo que ouvimos; cumpre observar que premissas equivocadas podem gerar conclusões distantes da realidade e, via de conseqüência, comprometer a estratégia adotada.

Como sabemos, o direito constitucionalmente garantido ao devido processo legal possibilita a ampla defesa e o contraditório, sendo certo que as inverdades costumam vir à tona quando a parte contrária se manifesta e produz suas provas. Dessa forma, é necessário nos precavermos a fim de que possamos defender os direitos do nosso cliente de forma robusta, respeitando a verdade real.

Outro aspecto de suma importância é o vocabulário que devemos utilizar durante as reuniões com o cliente a fim de que possamos “falar a mesma língua” e nos comunicarmos com êxito.

É preciso tomar cuidado com o “juridiquês”, o excesso de palavras técnicas pode criar verdadeiras barreiras de comunicação entre nós e nossos interlocutores.

Certo é que alguns vocábulos próprios de nossa área de atuação acabam se incorporando à nossa fala e tornam-se inevitáveis nas nossas explanações. É certo que se os utilizarmos de maneira adequada, sem excessos, não causarão interferência e ainda servirão para demonstrar nosso conhecimento da matéria e passar credibilidade àqueles que nos escutam.

O excesso de palavras técnicas e complexas deve ser evitado para que não passemos a impressão de estarmos disfarçando uma possível falta de conhecimento e insegurança por meio de um vocabulário incompreensível, como se esse fosse uma muralha protetora da nossa exposição.

Além disso, devemos ajustar nosso vocabulário de acordo com o perfil daquele que estamos atendendo, essa estratégia favorece a fluência e a sintonia, além de criar um elo empático entre os interlocutores.

Essas e muitas outras situações em nossa profissão demandam uma performance comunicacional adequada a fim de que possamos alcançar de forma satisfatória nossos objetivos, o que revela a extrema importância de dedicar-mo-nos ao estudo da comunicação.

Por Dra. Cristiane Rodrigues – Advogada

Depoimento fornecido para integrar o meu livro:

Maria do Carmo Oliveira Carrasco

Argumentação Jurídica: Comunicação, Oratória e Ferramenta – Estratégica para o Operador do Direito. São Paulo: Editora Letras Jurídica, 2009.

Para mostrar o quanto é importante nos dias de hoje saber argumentar, apresentar um pouco de história é fundamental e muito interessante!

O período anterior a Sócrates foi caracterizado pelo interesse no próprio homem e nas relações desse com a sociedade. Essa fase inicialmente foi marcada pelos sofistas, professores (sábios) viajantes que, por determinado preço, vendiam ensinamentos práticos de filosofia. De acordo com o interesse do aluno davam aulas de eloquência e conhecimentos úteis para o sucesso nos negócios.

Muito semelhante ao que tem acontecido nos dias de hoje. Uma necessidade, quase que inesgotável, de interesse em conhecimento para alavancar os negócios e principalmente para desenvolver rapidamente uma performance comunicacional adequada de acordo com as necessidades.

Mas, voltando a história: nesse momento histórico, os mais ambiciosos sentiam necessidade de aprender a arte de argumentar em público para manipular o conflito durante as assembleias públicas fazendo prevalecer seus interesses individuais e de classe. Com certeza já utilizavam estratégias comunicacionais balizadas para amenizar os conflitos e estimular uma escuta atenta, aspectos hoje fundamentais para os processos de mediação, conciliação e negociação.

As aulas ministradas pelos sofistas tinham como objetivo o desenvolvimento do poder de argumentação, das técnicas da retórica e oratória, do conhecimento de doutrinas divergentes. Buscavam transmitir raciocínios e concepções utilizando um jogo de palavras que seria aplicado na arte de convencer as pessoas e driblar as teses dos oponentes.

Segundo esse raciocínio, não haveria uma verdade única, absoluta. Tudo seria relativo ao homem, ao momento, a um conjunto de fatores e circunstâncias.

Sócrates, então, serve como um marco para a Filosofia, pois apesar de seu estilo de vida assemelhar-se ao dos sofistas, não vendia seu conhecimento; ao contrário, distribuía-o em praça pública, conversava com os jovens e dava demonstrações de que era preciso unir a vida concreta ao pensamento.

“Conhece-te a ti mesmo”, era a recomendação básica de Sócrates a seus discípulos. “Só sei que nada sei” era, para Sócrates, o princípio da sabedoria. Sua filosofia era desenvolvida mediante diálogos críticos com seus interlocutores para que reconstruíssem suas próprias ideias. O que é o bem? O que é a justiça? São exemplos de algumas perguntas feitas por ele. Sócrates procurava atingir a verdade por meio do diálogo.

Assim, estabeleceu-se uma discussão clara entre o discurso argumentativo dos sofistas, que mediante a persuasão procuravam manipular os cidadãos, e o discurso argumentativo dos filósofos, que procuravam atingir a verdade por meio do diálogo, pois só ela importava.

A filosofia surgiu como discurso dirigido à razão, e não à emoção dos ouvintes. Essa é, aliás, a condição primeira para que a verdade possa ser comunicada. Não se trata de convencer alguém, mas de comunicar ou demonstrar algo que se pressupõe já adquirido: a verdade de que o filósofo é detentor.

Aristóteles foi o primeiro filósofo a expor uma teoria da argumentação, procurando um meio caminho entre Sócrates e os sofistas, encarando a retórica como uma arte que visava descobrir os meios de persuasão possíveis para os vários argumentos. O seu objetivo era uma comunicação mais eficaz. A retórica torna-se, assim, uma arte de falar de modo a persuadir e a convencer diversos auditórios.

Nesta medida, é fundamental apresentar o que denominei de ‘oratória contemporânea’ que objetiva o aprimoramento da performance comunicacional do homem moderno e de acordo com as suas atribuições, cargo, função e objetivos. Esta terminologia foi criada para expressar a junção da Oratória (já conhecida) e a Fonoaudiologia.

A Oratória, que deve ter como referência as necessidades do homem atual, nas suas diversas atribuições e a Fonoaudiologia, ciência que estuda a Comunicação e seus distúrbios, a qual apresenta um arcabouço teórico-prático determinante e que promove o aprimoramento e a mudança do comportamento comunicacional, com intuito de alcançar o “bem falar e convencer”.

É nesse quadro definido por Aristóteles que a retórica evoluiu como uma arte de compor discursos que primavam pela sua organização e beleza (estética), desvalorizando a dimensão argumentativa cultivada pelos sofistas.

Além disso, Aristóteles, Cícero e muitos outros filósofos já insistiam que o bom orador não deveria se limitar a produzir um bom discurso, deveria também estar atento a outros aspectos, como postura, impostação de voz e dicção.

E neste sentido, pode-se afirmar que além da informação e sua ordenação didática é fundamental embalar o conteúdo dito, com os principais aspectos que dão vida a transmissão dos nossos pensamentos e conhecimento, dentre eles: a voz, a dicção, o vocabulário (recursos linguísticos), a linguagem corporal (expressão corporal e facial), indumentária, saber ouvir e escutar.

Estes são essenciais para moldar a nossa argumentação com maestria. Mas afinal, como praticar nos dias de hoje?

Então, nos vemos no próximo artigo!!

Um grande abraço. Sucesso sempre!!

Maria do Carmo Carrasco

Docente ESA/OAB-S e AASP; CEO de Comunicação Corporativa e Desenvolvimento Profissional – Cop Consultoria; Fonoaudióloga Empresarial, Forense e Ocupacional – CRF.ª 5037-SP; Idealizadora da Metodologia e Segmento Fonoaudiologia Empresarial; Personal Communication Trainer® – Coach e Mentory Vocal e Comunicacional; Perita em Comunicação Humana e Doenças Ocupacionais

 

 

  1. Diga o nome da outra pessoa: nomes são mágicos

Sabia que um dos mais simples, mais óbvios e mais importantes meios para conseguir a boa vontade alheia é lembrar os nomes das pessoas? Desta forma você fará com que todas as pessoas se sintam importantes, entretanto, quantos de nós fazemos isso?
Lembre-se de que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e mais importante que existe em qualquer idioma. Ela está acostumada a ouvi-lo desde criança e responde bem a esse estímulo.
Na conversa, use com frequência o nome da outra pessoa. Se você repetir várias vezes um nome, provavelmente não esquecerá; se esquecer, desculpe-se e peça que ela repita.

  1. Seja Simpático

A simpatia e a empatia estão relacionadas com a forma educada e gentil com que nos
dirigimos aos ouvintes, procurando sempre transmitir uma palavra que possa atrair e valorizar as pessoas envolvidas. Tenha uma expressão facial sorridente. Aprenda a acolher o seu ouvinte.
O fato de reconhecer, com sinceridade, as qualidades e o valor dos ouvintes faz com que as
pessoas torçam pelo nosso sucesso.

  1. Deixe a outra pessoa falar

Por mais que você conheça um assunto, a outra pessoa provavelmente está mais interessada no que ela própria tem a dizer. Lembre-se de que enquanto você está falando não está aprendendo. Você já sabe o que sabe.

  1. Ouça ativamente

Muitas pessoas não entendem o que seja conversar; confundem conversar com falar. Há,
porém, uma enorme diferença entre um “conversador” e um “falador”. Mostre-se interessado. Você só tem a ganhar!

  1. Concorde com entusiasmo, discorde em voz baixa

Se tiver de discordar, faça isso com uma pergunta cortês.
Se não funcionar, abrande sua abordagem: “Não tenho certeza se penso dessa forma, mas
estou realmente interessado em saber como chegou a essa conclusão”. Os absolutos – “Sinto muito, mas não posso concordar!” – interrompem imediatamente a conversa.

  1. O Poder da linguagem corporal

Um dos recursos mais importantes da conversação não é verbal, mas corporal. A linguagem corporal frequentemente comunica nossos sentimentos e nossas atitudes antes de falarmos e projeta nosso nível de receptividade aos outros.
Quando você usa uma linguagem corporal positiva, já está enviando o sinal: “Sou amistoso e quero me comunicar, se você quiser”.
Os gestos, os movimentos e a postura podem transmitir seu interesse pelo que a pessoa está dizendo, por exemplo, balançar a cabeça, inclinar o corpo ligeiramente para frente, manter o contato pelo olhar, apoiar o queixo na mão e, sobretudo, ficar calado para que a outra pessoa possa falar. Fazer “hum, hum” também estimula ao outro continuar falando.

  1. Seja discreto

Algumas pessoas não gostam de falar sobre assuntos particulares com quem mal conhecem.
Não é conveniente forçar uma intimidade prematura. Um relacionamento se aprofunda passo- a-passo.

Assim, faça uma auto avaliação para saber como está o seu marketing comunicacional.

Se houver interesse encaminhe um e-mail para carrasco@copconsultoria.com e solicite o seu teste “Auto Avaliação da Comunicação”, após realizar encaminhe de volta com a sua resposta. Eu terei satisfação em auxiliá-lo nesta tarefa de análise, Ok? 

Maria do Carmo Carrasco

 

Ceo de Comunicação e Desenvolvimento – Cop Consultoria

Docente ESA – Escola Superior de Advocacia e Núcleos – OAB/SP

Docente AASP – Associação dos Advogados de São Paulo

Personal Communication Trainer – Mentory Vocal e Comunicacional

Personal Stylist – Visagista

Fonoaudióloga Forense, Ocupacional e Empresarial – CRF.ª 5037-SP

Perita em Comunicação Humana e Doenças Ocupacionais

www.copconsultoria.com / www.fonoaudiologiaempresarial.com

Um grande abraço. Sucesso sempre!!!

ENTREVISTA FORNECIDA PARA O IBTA NEWS – jan/fev 2006 – Comunicação Empresarial

A comunicação, desde os primórdios, é uma ferramenta que integra as pessoas e as diversas atividades realizadas diariamente, principalmente nas empresas. E hoje, diante das exigências do mundo dos negócios, é fundamental que ela ocorra de forma alinhada e eficaz, ocasionando uma verdadeira revolução nas organizações em todo o mundo.
Para trazer à tona uma discussão completa sobre o assunto, a IBTA News convidou a professora de Comunicação Empresarial da Faculdade IBTA nos cursos de Gestão, da unidade São Paulo, Maria do Carmo Oliveira Carrasco, que possui uma bagagem de 12 anos  (atualmente 22 anos) como consultora em Comunicação Corporativa e Pessoal, além de ter publicado vários livros ligados ao tema.

O que é Comunicação Empresarial?

“A comunicação eficaz está sendo considerada a principal ferramenta estratégica das relações sociais e profissionais. Esta ferramenta torna-se fundamental para a realização de uma Comunicação Negocial e Empresarial eficaz nas corporações.”

A comunicação empresarial caracteriza-se como um conjunto de atividades e estratégias de comunicação de uma certa empresa. Passa por múltiplas perspectivas conceituais de várias ciências. É uma atividade transdisciplinar, que envolve métodos, técnicas e profissionais de áreas afins, dentre elas, relações públicas, jornalismo, assessoria de imprensa, lobby, publicidade, propaganda, editoração, identidade visual, promoções, pesquisa, marketing e, mais recentemente, a contribuição da fonoaudiologia. No ambiente empresarial existe um ciclo de transmissão de informações e mensagens, que é um fenômeno capaz de gerar influências.

Qual é a importância da comunicação empresarial para o desenvolvimento das empresas?

Nos últimos anos, a comunicação tem sido considerada a principal ferramenta estratégica das relações profissionais e sociais. No ambiente corporativo, a comunicação eficaz é fundamental, pois exerce um extraordinário poder para o equilíbrio, o desenvolvimento e a expansão das empresas. É por meio do processo comunicacional, que gestores e empresários exercem as funções de planejamento, organização, liderança e controle das ações e operações envolvidas, influenciando os clientes externos e internos. É com a comunicação corporativa que a empresa transmite informações sobre seus produtos, mercadorias e serviços.

Quais são as ações mais importantes que integram a comunicação empresarial e como elas podem ajudar na imagem das empresas?

Em primeiro lugar, podemos citar a comunicação pessoal e interindividual como fator preponderante, pois por meio de uma performance comunicacional eficaz, podemos promover relacionamentos satisfatórios, feedback adequado sobre a ação do outro, contatos interdepartamentos, facilitar a negociação, administrar conflitos, realizar apresentações de produtos e serviços etc. Nós somos a imagem da empresa (independente do cargo ou função). Temos os MCM (Meios de Comunicação de Massa) que veiculam informações e mensagens para uma comunidade heterogênea. De acordo com o uso, a apresentação e a organização destas informações, podemos interferir positivamente ou negativamente na imagem corporativa. É importante ressaltar que o adequado sistema de comunicação interna e externa contribui para a eficiência e eficácia da empresa.

Outro fator é a adequação e aproveitamento eficaz dos canais mais utilizados para a comunicação, dentre eles: canais visuais (instruções e ordens escritas, circulares, quadros de avisos, revistas, jornais, boletins, e-mail etc); auditivos (conversas, entrevistas, reuniões, ordenação e delegação de tarefas, uso do telefone, intercomunicadores etc) e audiovisuais (filmes institucionais, demonstrações e apresentações, televisão etc). Temos também os departamentos de Relações Públicas, Assessoria de Imprensa, Marketing e Fonoaudiologia Empresarial.

Há consciência por parte das empresas a respeito do assunto?

A maioria das empresas tem observado e acompanhado as novas tendências do diferencial competitivo. Nos últimos tempos, o funcionário ganha real importância (endomarketing), assim como o atendimento ao cliente com qualidade. Com as grandes mudanças no mercado de trabalho, no mundo dos negócios e a competitividade, empresas envolvidas com o desenvolvimento tecnológico contínuo, aprimoramento e aperfeiçoamento de seus produtos e serviços, organizam estratégias de comunicação para melhor atender seus clientes internos e externos. Muitas delas contratam profissionais de áreas afins para compor o Departamento de Comunicação (relações públicas, assessoria de imprensa, publicidade, marketing, fonoaudiologia empresarial etc).

A maioria dos profissionais, independente da área de atuação, tem uma certa dificuldade em entender o funcionamento e os resultados da comunicação empresarial. O que deve ser feito pelo mercado para que isso mude?

Como já se sabe, é importante ressaltar que não há nenhuma ação sem comunicação. Dessa forma, todos os relacionamentos e ações estão permeados pela comunicação eficaz (comunicação visual, escrita e oral). Com o advento da ISO 9000 e a implementação do Programa de Qualidade, observa-se que nos últimos anos a comunicação empresarial ganhou relevância, pois para a melhoria da qualidade dos produtos e serviços é necessário um programa de comunicação integrada. Neste sentido, podemos relatar que a comunicação interindividual e empresarial são fatores primordiais para o avanço tecnológico e sucesso da empresa. Assim, a sinergia na comunicação implica: diminuição de custos, maior rapidez nas respostas, aproveitamento dos canais e veículos de comunicação, melhor organização de materiais para comunicação interna e externa. Segundo Francis Bacon, conhecimento é poder. Posso dizer que é poder em potencial, pois se não puder ser transmitido de maneira adequada é como um baú cheio de moedas de ouro no fundo do mar, onde ninguém pode alcançar. Com este exemplo, podemos refletir sobre a grande importância da comunicação pessoal e empresarial no nosso dia-a-dia.

Qual é a importância para a Faculdade IBTA em oferecer uma disciplina como essa nos cursos de Gestão?

É um diferencial oferecer e demonstrar a importância desta disciplina, que é bem completa e necessária. A Faculdade IBTA defende e estimula a comunicação eficaz. Durante as aulas, discutimos teoria e atividades práticas para a internalização dos conceitos e desenvolvimento de habilidades e posturas adequadas.

Há grande interesse por parte dos alunos nesse assunto?

Os alunos têm muito interesse nesta disciplina e participam ativamente não só das aulas teóricas, mas das atividades práticas propostas durante o curso. Muitos citam o benefício e a contribuição do aprendizado para as relações profissionais e também pessoais.

 De que maneira essa disciplina ajuda na carreira dos alunos?

Durante o curso, temos condições de levantar o perfil comunicacional de cada aluno, habilidades que podem ser desenvolvidas e as contribuições que podem realizar no ambiente corporativo por meio de estratégias e aspectos comunicacionais estudados durante a disciplina. Como já relatado, os alunos apontam grande benefício nas relações pessoais e profissionais.

Como a senhora enxerga a comunicação empresarial nos próximos anos?

A Comunicação Empresarial é e continuará sendo a principal ferramenta estratégica de sucesso profissional e empresarial. E como tal necessita de um programa bem definido e com estratégias balizadas e organizadas de acordo com as reais necessidades da instituição e público alvo (audiência e comunidade). Seria interessante que toda empresa tivesse um departamento específico de Comunicação Corporativa com o objetivo de desenvolver atividades, estratégias, métodos, técnicas para o aprimoramento, acompanhamento e aperfeiçoamento da arte de falar e de ouvir/escutar; da arte de relacionamento interpessoal eficaz por meio da comunicação; do relacionamento comunicativo interdepartamentos; entre outras ações. De acordo com Thayer (1986) quando se organiza uma empresa, na verdade está se organizando o processo de comunicação entre suas partes.

Como podemos amenizar os conflitos por meio da comunicação na empresa, no ambiente familiar e social?

Normalmente, somos acometidos por atritos e discordâncias. Dessa forma, devemos desenvolver, principalmente, a habilidade de saber ouvir e escutar. Escutar não só com os ouvidos, mas também com nossos olhos, corpo, voz e emoção. Podemos utilizar algumas dicas práticas para amenizar um momento de conflito:

  • Diga sempre o nome da outra pessoa (nomes são mágicos);
  • Concorde com entusiasmo e discorde em voz baixa;
  • Deixe o outro falar (aproveite para aprimorar a sua escuta);
  • Mantenha postura atenta;
  • Olhe para o outro;
  • Não fique inquieto;
  • Acene com a cabeça e mostre que está entendendo o que o outro está sentindo;
  • Faça perguntas para confirmar as informações;
  • Ao escutar não fique formulando as respostas;
  • Utilize perguntas chaves:
  • Vamos ver se entendi o que você está me dizendo…
  • Formule positivamente: Você tem um forte argumento, deixe explicar como penso esta situação…
  • É importante ressaltar que compreender e entender não significa concordar.

Uma experiência bem sucedida de Comunicação Empresarial no Brasil: Empresas que utilizam a comunicação eficaz com seus clientes internos (interdepartamentos) e externos (atendimento ao cliente pessoal e por telefone – telemarketing).

Melhor qualidade de um orientador na área de Comunicação Empresarial: Amor, paciência, dedicação e vontade de compartilhar a Comunicação Eficaz.

Melhor qualidade de um aluno que queira seguir esta área: Persistência, estudo e muito treino.

Livro de cabeceira: Tenho vários livros na minha cabeceira. Leio um pouco de cada um todos os dias, como “A semente da vitória”, de Nuno Cobra, “Perspicácia – o que o presidente da sua empresa quer que você saiba”, de Ram Charan, “Rinoceronte bem-sucedido”, de Scott Alexander, e a Bíblia (independente da religião traz grande exemplos, inclusive de comunicação).

Pensamento estratégico: Somos capazes de desenvolver potenciais adormecidos. Por isso, acredite, faça acontecer, persista e vença! Você pode! Sucesso sempre!!!

Desafio pessoal: Muitas pessoas já fazem o que você faz. Desenvolva um diferencial. A comunicação eficaz pode ser este diferencial no seu dia-a-dia. Desta forma, desenvolva as habilidades e posturas necessárias.

Ter sucesso é: Acreditar que você pode!

Dicas de leitura:
CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira “Fonoaudiologia Empresarial: Perspectivas de Consultoria, Assessoria e Treinamento”. Manual Teórico-Prático. Editora Lovise, 2001
CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira “Comunicação e Oratória: teoria e prática. Ferramenta estratégica para o operador do Direito”. Editora Letras Jurídicas, 2005.
COBRA, Nuno “A semente da vitória”, Editora Senac, 2005.
CHARAN, Ran “Perspicácia – O que o presidente da sua empresa quer que você saiba”, Editora Negócio, 2001.
ALEXANDER, Scott “Rinoceronte bem-sucedido”, Editora Pronet, 1996.
WELCH, Jack “Paixão por vencer. A bíblia do sucesso.”, Editora Campus, 2005.

Maria do Carmo Oliveira Carrasco

Docente da Disciplina Comunicação Empresarial na Faculdade IBTA e IBMEC nos cursos de Gestão, da unidade São Paulo, trabalha há 12 anos (na época da entrevista em 2006) como Consultora e Instrutora de Treinamento em Comunicação Corporativa e Personal Communication Trainer/Coach. É diretora de Desenvolvimento Profissional do COP Consultoria – Centro de Otimização Profissional, Fonoaudióloga Empresarial, especialista em Docência e Treinamento para Adultos (Didática e Prática do Ensino Superior) e Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana (PUC-SP)

Por Maria do Carmo Carrasco

 

Estamos vivendo em um momento de mudanças de paradigmas e isso pode ser comprovadamente percebido no uso das mídias sociais. As pessoas passam a maior parte do tempo conectadas nas redes sociais e desta forma a comunicação digital, sua imagem e performance comunicacional, se tornam aspectos relevantes.

Hoje temos em torno de 1,5 milhão de usuários do facebook no mundo. Só no Brasil temos 90 milhões de usuários, sendo que este cenário cresce rapidamente no montante de perfis pessoais e para negócios, principalmente com o uso do marketing digital.

Existe um apelo de utilização das mídias sociais não só como um facilitador de relacionamento e comunicação interpessoal, mas também tem sido considerada uma ferramenta eficaz para relações profissionais, negócios, produção de conhecimento e conteúdo.

Desta forma promove uma integração de pessoas, produtos e serviços, em tempo real.

Mas para todo cenário, é fundamental organizar uma regra, que aqui vou chamar de etiqueta virtual, ou diretrizes da netiqueta (conjunto de regras de etiqueta na rede) como denomino. É importante citar que as regras apresentam certa variação de acordo com o tipo de rede, tipo de serviço e nível de acesso.

Sabemos que a realidade demonstra um ritmo alucinado de envio e recebimento de informações, mensagens, imagens, conteúdos etc. e isso provoca, no geral dificuldades para separar a vida profissional e pessoal. Observamos que as novas tecnologias estão de fato eliminando as fronteiras entre a casa e o escritório, pois se torna difícil separar exatamente o que é privado, do público, assim como o que é profissional do pessoal.

Para aproveitarmos todas as possibilidades de conexões e contatos para relacionamentos e negócios, alguns cuidados neste cenário são necessários, assim utilizar e aplicar estas diretrizes facilitará o gerenciamento do nosso comportamento comunicacional, da nossa imagem on line e da comunicação digital pertinente de acordo com a situação. É fundamental zelar pela nossa imagem nas redes sociais.

Assim temos:

1 FOTOS:

As fotos utilizadas falam muito sobre nós: nossa linguagem corporal, expressões faciais que denotam emoções e sentimentos, roupas e cores utilizadas que nos remete aos hábitos e comportamentos ESTÃO EM EVIDÊNCIA. Tudo é motivo para passar uma impressão a nosso respeito.  Desta forma escolha bem as diferentes fotos de acordo com as redes sociais, pois cada mídia tem sua especificidade e objetivo. Mas saiba que o mais importante é ser natural, original e manter a sua individualidade. Seja você mesmo. Então, confira alguns cuidados:

Facebook (uso mais pessoal): tanto as fotos de perfil, como a de capa, podem ser mais descontraídas, mas mesmo assim, observe alguns cuidados em relação ao cenário, ou seja, com os objetos, espaço utilizado, cores de roupas, acessórios e paisagens. Se você pretende utilizar a sua conta para realizar o seu marketing pessoal cuidado com a comunicação visual de acordo com seus objetivos profissionais, pois é preciso passar uma imagem positiva.

Facebook (uso profissional ou de empresa – fanpage): as fotos de perfil e de capa precisam refletir a filosofia e identidade da prestação de serviço ou empresa, deve ser um pouco mais formal, de boa qualidade, com um cenário equilibrado, vestuário de acordo com o segmento de atuação e conteúdo escrito apropriado.

Obs.: Cuidado para não misturar perfil pessoal do facebook com a fanpage. E também com o tamanho das fotos. O tamanho ideal deve seguir o seguinte:

  • Tamanho da capa de perfil do Facebook: 851px x 315 px
  • Tamanho da foto de perfil do Facebook: 180px x 180px
  • Tamanho da imagem de postagem do Facebook: 1200px X 1200px

WhatsApp: também muito utilizado para negócios deve manter um formato mais neutro. Utilizando fotos de fácil reconhecimento. Se adicionar algum colega lembre-se de se apresentar e avisar quem você é. Abaixo o tamanho ideal da foto:

  • Tamanho da foto de perfil do Whats App: 192 x 192px

Linkedin: essencialmente profissional. È utilizado para aumentar a sua network. Deve passar um ar profissional, denotando seriedade e compatível com seu resumo de qualificações e segmento de atuação, principalmente se estiver em busca de novas oportunidades. Por isso fique atento ao tamanho das fotos e imagens. Siga a seguinte recomendação de tamanho:

  • Tamanho da capa de perfil do Linkedin para Empresas: 1400 x 425 px.
  • Tamanho da foto de perfil do Linkedin para Empresas: 100px x 60 px

Instagram: diferentemente do linkedin pode ser um perfil mais leve e descontraído. Interessante notar que as imagens falam mais do que palavras. De acordo com estudos a maioria das pessoas são mais visuais, passando e retendo com mais facilidade informações ligadas as imagens. Desta forma será necessário utilizar a inteligência visual e a criatividade. Cuidado com os tamanhos das fotos:

  • Tamanho da foto de perfil do Instagram: 110 x 110px
  • Tamanho da imagem de postagem do Instagram: 640 x 640 px

Twitter: esta mídia é mais para conteúdo rápido e instantâneo. O ideal é padronizar as fotos das mídias utilizadas por você, sempre levando em consideração os objetivos.

  • Tamanho da capa de perfil do Twitter: 1500 x 500px
  • Tamanho da foto de perfil do Twitter: 400px x 400px (mas será exibido em 200 x 200 px)
  • Tamanho da imagem de postagem do Twitter: 506 x 253 px.

2 REDAÇÃO:

Para a redação nas redes sociais ainda continua valendo as regras gramaticais e ortográficas.

Como se sabe, a comunicação virtual é desprovida dos sinais da comunicação verbal-falada e não-verbal: entonação, ênfase, inflexão e modulação da voz, assim como a linguagem corporal, expressão facial, meneios de cabeça, gestos etc. Por conta disto tem sido muito utilizado o internetês, como por exemplo: aki, tc, tb, ñ, rs, kkk, aff, haha etc e os emoticons ou smilies. Observamos que a falta da comunicação face-a-face tem gerado muitas falhas na comunicação eletrônica.

Por isso cuidado com a pontuação, acentuação, abreviaturas, o uso exagerado do internetês e, os emoticons ou smilies. Em todos os casos se for utilizar, é melhor com pessoas mais próximas.

Para os E-mails corporativos é necessário seguir alguns cuidados destacados nas regras da netiqueta:

Preencha de forma adequada os elementos: destinatário e o assunto específico. Para organizar a mensagem divida o texto em saudação, corpo da mensagem (assunto central e objetivo) e finalização, mantendo uma forma ordenada, objetiva, clara e concisa.  Para facilitar o entendimento do texto, capriche na estética textual separando os parágrafos. Verifique também o layout e a assinatura, a qual deve conter sempre as informações necessárias de contato e da empresa. Evite utilizar letras maiúsculas, negritos e sublinhados em excesso. Evite o uso de emoticons ou smilies que devem ficar mais restritos ao facebook e para o WhatsApp de contatos pessoais.

3 LISTA:

Quem eu devo adicionar:

  • Pessoas conhecidas: É muito mais confortável e fácil adicionar pessoas conhecidas tanto no facebook como no WhatsApp.
  • Pessoas desconhecidas: Já as pessoas desconhecidas devem ser aquelas relacionadas com as áreas de interesse profissional, estudo ou ainda que façam parte da lista de amigos ou indicados.
  • Colegas de trabalho: se for convidado por um colega de trabalho, é de bom tom aceitar. No entanto, cuidado com as postagens. E, em momento oportuno, comente com seu colega, que no geral, você utiliza as redes sociais para lazer e relacionamentos interpessoais.
  • Chefes e Funcionários: Tanto chefes como funcionários devem ter em mente que existe uma etiqueta na rede. Assim, o contato profissional deverá ser realizado dentro do horário de expediente. O contato deve ser feito em casos urgentes e se realmente necessário. Pode ser ainda utilizado durante o período de trabalho, se for uma ferramenta adicional de contato da empresa.
  • Médicos advogados, dentistas, pediatras: observa-se que com a utilização de promoção de serviços e produtos, muitos profissionais e clientes estão conectados. Assim é usual ter na lista de amigos: médicos, dentistas, advogados, clientes, familiares etc. Se o momento exigir um contato urgente, o mais propício é utilizar o WhatsApp ou telefone. Use o seu bom senso. Se não for urgente entre em contato no dia seguinte por telefone e pergunte por qual mídia social pode contactar.
  • No final de semana evite contados profissionais pelas mídias sociais. Só entre em contato se for combinado.

REGRAS DE OURO E DIRETRIZES DA NETIQUETA:

  • Seja cuidadoso, por isso não reclame demasiadamente, ou exagere na demonstração de atividades diárias
  • Lembre-se que do outro lado temos seres humanos
  • Ao publicar algum conteúdo, que este esteja de acordo com suas atribuições profissionais, padrões e valores
  • Seja ético
  • Cuidado para não divulgar, o que não falaria em uma conversa presencial
  • Se errar, faça uma nova edição e seja rápido na correção. Se houver dúvida, melhor não publicar. Pense bem antes de escrever.
  • Continue utilizando na Internet as mesmas regras e padrões de comportamento que utiliza no dia-a-dia
  • Lembre-se que não somos o centro do ciberespaço
  • Respeite a privacidade dos demais
  • Não abuse dos benefícios que possa ter por conta das informações que tem acesso nos e-mails e ambiente corporativo
  • Seja comedido e se for necessário desculpe os erros dos outros
  • Lembre-se que na linguagem escrita não é possível definir entonação existente. Por isso cuidado com a ordenação didática da informação.

Este texto foi organizado com base na minha experiência e estudo em marketing digital e comunicação para mídias sociais, assim como a metodologia que desenvolvi e denominei de fonoaudiologia empresarial.

Também tomei como base as literaturas que publiquei em Comunicação Empresarial, Fonoaudiologia Empresarial e Diretrizes da Netiqueta.

 

De acordo com o Dicionário Aurélio, “Educação” significa “ato ou efeito de educar (-se).
Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral […] do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social […]. Os conhecimentos ou as
aptidões resultantes de tal processo; preparo […]. O cabedal científico e os métodos
empregados na obtenção de tais resultados; instrução, ensino […]. Aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas. Conhecimento e prática dos usos de sociedade; civilidade, delicadeza, polidez, cortesia, […] arte de ensinar […]”.A Educação deve ser um processo contínuo, e dessa forma cumprir com o objetivo da
sociedade e compromisso profissional. A Educação é considerada atualmente como fator
preponderante para a qualificação e capacitação profissional, tornando-se uma saída
remediável aos países menos favorecidos. Dessa forma, com as mudanças ocorrendo de
maneira acelerada e frenética, a necessidade de um sistema permanente de educação é
fundamental.A Educação Continuada e Permanente é um conceito muito utilizado nas grandes instituições de ensino e nas principais empresas que mantêm centros de apoio e desenvolvimento, direcionados à capacitação profissional. Essa nomenclatura é utilizada para enfatizar o aperfeiçoamento do ser humano, de forma integral, contínua e sem interrupção, desde o seu nascimento até a sua morte. Durante todas as situações da vida, o homem tem a possibilidade de aprendizado e, em especial no ambiente de trabalho, o profissional necessita
constantemente se moldar às tendências e relações de trabalho.A importância de compreender um pouco mais sobre a educação continuada e permanente é devido a aquisição de novas habilidades e conhecimentos, tanto para desenvolver essas
aptidões, como também entender a educação dos adultos.Nesta perspectiva, os objetivos estão alinhados com uma metodologia especial e inovadora, a Andragogia. A utilização de técnicas balizadas e organizadas para a transmissão de conhecimentos, de novas informações, de tecnologias diferenciadas e novos comportamentos, pois deve-se ter cuidado com os valores, as normas, os padrões dos indivíduos, grupos e empresas (instituições e organizações) envolvidas.

O principal instrumento da educação neste modelo é o treinamento diferenciado e que
pressupõe mudança de comportamento e aquisição de habilidades e posturas necessárias.

Deve ser um instrumento institucionalizado que permite o desenvolvimento do homem no seu
meio social e profissional. Todo treinamento que propõe mudanças, desenvolvimento da
coletividade e vivência deve fundamentar-se na Andragogia: ciência responsável pela
educação de adultos.

A Andragogia é a arte de educação de adultos (do grego: andros – homem). É importante
ressaltar que a Andragogia se difere da Pedagogia (do grego: peda – criança), pelo próprio
público envolvido, o adulto. A Andragogia contribui como uma nova ciência, oferecendo muito
além do que pode oferecer à Pedagogia. Dessa forma, devemos pensar na educação do
adultos de modo especial e planificado.

A finalidade da prática da Andragogia é possibilitar os fundamentos didáticos para a realização do processo de aprendizagem, fornecendo os princípios técnicos e metodológicos que permitam o embasamento didático de uma variedade de programas de Educação de Adultos.

A grande maioria dos adultos e empresas que estão realizando constantemente cursos,
workshops e treinamentos para sua capacitação tem a “impressão‟ de que nada mudou. Essa
“impressão‟ na realidade é fruto da utilização de um método inadequado ao aprendizado do adulto. Por isso se faz necessário o aprendizado por parte dos profissionais da área de
treinamento e consultoria, dentre eles: profissionais de RH, psicólogos, fonoaudiólogos,
instrutores, formadores etc que querem trabalhar nesse segmento, ou já trabalham, nos moldes da Andragogia.

O adulto precisa aprender a partir de suas experiências, percebendo e sistematizando os
conhecimentos. Em contrapartida o facilitador deve ter uma postura diferente de um professor tradicional, deve ser na realidade um mediador do processo de aprendizagem. Nas aulas expositivas, característica do método tradicional de ensino, o adulto ao mesmo tempo em que ouve a mensagem, pensa sobre elas, atribuindo preconceitos, antipatia, rancor, prazer e
opinião. Esses sentimentos, reproduzem as seguintes impressões: não acredito nisso, isso é
uma asneira e para finalizar, se pergunta: – o que estou fazendo aqui? Por meio dessas
impressões, o adulto e o professor estruturam uma verdadeira barreira de comunicação e de
aprendizagem.

Aplicando a Andragogia, estimulamos a exteriorização desses sentimentos e, a partir dos
métodos e técnicas inovadoras aplicadas, temos possibilidade de promover a aprendizagem e aquisição do novo comportamento e conhecimento. Neste formato o mediador é um comunicador eficaz e utiliza os métodos e técnicas adequadas de acordo com as necessidades da empresa-cliente e do colaborador (funcionário/empregado).

Por meio das atividades práticas, a distinção entre capacidade e potencial são apresentadas e
colocadas em harmonia e possibilitando o desenvolvimento das habilidades e competências
técnicas e comportamentais.

Pela Andragogia se torna possível ensinar como é que se muda, pois o mediador na verdade não ensina, mas possibilita vivência, experiênciação, laboratório de observação e participação.

Desta forma torna-se essencial uma formação e capacitação para os profissionais envolvidos nesta tarefa de treinamento, assessoria e consultoria. Aprender a ensinar e mediar informações não é tarefa fácil, mas de acordo com a metodologia desenvolvida por Carrasco(2001) pode-se afirmar que o profissional responsável por esta atividade tem a possibilidade de
desempenhar as ações de facilitador adequadamente.

Desta forma o processo de ensino-aprendizagem é uma possibilidade de aquisição e
modificação de formas de comportamentos. É importante citar que o aprendizado ocorre
quando adquirimos algo novo, ou modificamos formas existentes e antigas de agir, pensar e
sentir.

O que possibilita alcançar resultados mais satisfatórios para o treinamento, aprendizado,
participantes e empresas envolvidas, é o estilo utilizado pelo profissional, ou seja, o estilo ativo dirigido, o estilo ativo participativo e o inovador e as técnicas de exploração de idéias,
exposição dialogada, leitura e estudo dirigido, discussão em grupo, simulação, dramatização,
estudo de caso, painel, júri simulado, jogo de empresas, discussão em grupo etc. É necessário
um certo grau de criatividade e uma sessão de brainstorming.

O processo de ensino-aprendizagem é um processo de interação-comunicação entre
facilitador/educador e interlocutor/aprendiz.

Desta forma pode-se citar que esta metodologia pode ser utilizada
também nas tarefas de comunicação interpessoal, orientação, delegação e ordenação de
tarefas, fonoaudiologia empresarial (assessoria, consultoria, coaching, mentoring, perícia, auditoria) e demais atividades que necessitem de interação, comunicação, aprimoramento e desenvolvimento de habilidades necessárias.

Por Maria do Carmo Carrasco

e-mail: coptraining@uol.com.br / carrasco@copconsultoria.com

(11) 9 59359586
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

CARRASCO, M. C. O. Fonoaudiologia Empresarial: perspectivas de consultoria, assessoria e
treinamento. Manual teórico-prático. São Paulo. Editora Lovise, 2001.

Nesse artigo abordamos sobre a primeira impressão e a importância de uma auto avaliação realizando as seguintes perguntas:

O que eu desejo expressar por meio da minha imagem? 

Somos envolvidos por 3 percepções:

1. Como eu me vejo?
2. Como os outros me vêem?
3. Qual a imagem que eu gostaria de transmitir?

Como já sabemos todas as informações que passamos em nossos contatos são absorvidas rapidamente pelo mundo gerando um resultado e uma resposta positiva ou não.

Por meio dos estudos da fonoaudiologia, linguística, semiótica, andragogia e visagismo é possível adequar a nossa imagem pessoal e profissional.

Desta forma nesta dica abordaremos algumas sugestões da nossa Consultora de Estilo, Imagem e Comunicação Maria do Carmo Carrasco sobre a aparência, expressão corporal e facial. Por aparência entende-se a forma visual como nos apresentamos: a postura, as roupas, os adornos, os indicadores de cuidado ou de descuido pessoal e a adequação desses aspectos ao ambiente e contexto social. O uso de certos adereços (ou sua ausência) pode transmitir impressão de sofisticação ou despojamento. A aparência pessoal tem, portanto, grande peso nas interações sociais como condição presente, embora não seja suficiente para garantir relações positivas. A aparência pessoal, por si mesma, não faz uma pessoa ser aceita socialmente, mas ajuda a formar uma primeira impressão. E você só tem uma chance de causar uma primeira boa impressão.

A nossa expressão corporal e facial pode-se ser chamada de linguagem corporal compondo a nossa comunicação não verbal. A linguagem corporal freqüentemente comunica nossos sentimentos e nossas atitudes antes de falarmos e projeta nosso nível de receptividade aos outros.

Quando você usa uma linguagem corporal positiva, já está enviando o sinal: “Sou amistoso e quero me comunicar, se você quiser”.

Os gestos, os movimentos e a postura podem transmitir seu interesse pelo que a pessoa está dizendo, por exemplo, balançar a cabeça, inclinar o corpo ligeiramente para frente, manter o contato pelo olhar, apoiar o queixo na mão e, sobretudo, ficar calado para que a outra pessoa possa falar. Fazer “hum, hum” também estimula ao outro continuar falando.
Cada pessoa desenvolve ao longo da vida gestos muitos particulares que denotam uma comunicação espontânea e real.
Alguns gestos prejudicam a interação com o interlocutor: os acima da cabeça, os repetitivos, os sem relação com a mensagem expressa e os exagerados.

Sabe-se que durante uma palestra, reunião, ou um contato com clientes, entre outras situações, todo o nosso corpo está se comunicando: os pés, as pernas, o tronco, os braços, as mãos, os dedos, a cabeça e o semblante.

A seguir, apresentamos algumas dicas sobre a expressão corporal:

1. Evite dois erros básicos: falta de gestos e gestos em excesso.

2. Evite colocar as mãos nos bolsos, atrás das costas, ficar com os braços cruzados ou apoiá-los sobre a mesa.

3. Ao andar, evite gingado, ombros caídos, inclinação da cabeça, peito projetado para frente, esforço na laringe e pescoço.

4. Utilize o olhar e o sorriso.

5. Evite excessos no jogo fisionômico.

6. Evite fugir com os olhos, olhar para um ponto fixo, olhar desconfiado, olhar perdido e para vários pontos ao mesmo tempo.

Fatores muito importantes:

1. Procure estabelecer contato visual durante toda a conversação

.2. Durante uma apresentação, reunião, comunicação para um grupo, procure olhar calmamente para todos.

3. Antes de começar qualquer apresentação ou conversação, olhe para todos os participantes e perceba o ambiente; a partir desse momento inicie sua comunicação.

 Faça gestos de acordo com a mensagem. Durante a comunicação verbal, utilize gestos que complementem a mensagem e a acompanhem até o final. Reforce o gesto da informação mais relevante.

 Faça uma auto-avaliação destes três itens abordados: aparência, expressão corporal e facial e não deixe de ter sucesso por conta de alguma falha simples nestes quesitos.

Não deixe de ler as próximas dicas de sucesso.

Dentre ela abordaremos algumas dicas e sugestões da nossa Consultora de Estilo, Imagem e Comunicação Maria do Carmo Carrasco sobre a aparência: traje adequado, influência da cor, estilo etc. Conheça um pouco mais sobre Maria do Carmo Carrasco – (http://www.fonoaudiologiaempresarial.com/?page_id=2)

Para saber mais sobre estes temas e as estratégias inovadoras entre em contato  e solicite uma consultoria personalizada.

Referências bibliográficas para citação:

CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira. Fonoaudiologia Empresarial: perspectivas de consultoria, assessoria e treinamento. Manual Teórico-prático. São Paulo: Lovise, 2001.

CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira. Comunicação e Oratória: Ferramenta Estratégica para o Operador do Direito. São Paulo: Letras Jurídicas, 2005.

CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira. Comunicação Empresarial. São Paulo: Veris Educacional, 2006.

CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira.  Argumentação Jurídica: Comunicação Oratória e Ferramenta Estratégica para o Operador do Direito. São Paulo: Letras Jurídicas, 2009.

                                                     

Você sabia que o “fator humano” tem sido considerado o verdadeiro fator de diferencial competitivo?

Por Maria do Carmo Carrasco 

Especialista em preparação de informação e comunicação corporativa

Os fatores tecnologia e capital foram colocados em segundo e terceiro plano. O que conta agora é se você consegue apresentar-se como produto, ou seja que consegui utilizar o seu marketing comunicacional..

Como diferencial é necessário apresentar os seguintes requisitos: criatividade, inovação, foco, objetividade e simplicidade.

Por meio da “inteligência comunicacional”¹ é possível apresentar todos estes aspectos e ainda ter sucesso em uma apresentação e relacionamento comunicacional.

Nesta dica sobre inteligência comunicacional a consultora mostra como estruturar uma informação clara e objetiva facilitando o entendimento e absorção por parte do interlocutor e como otimizar o tempo e apresentar idéias com a rapidez necessária.

Siga esta orientação e com certeza você fará a diferença!

1) Preparação:

pesquisar, separar e organizar as informações.

Em seguida organizar um roteiro com estas informações e dados para sustentar seus argumentos;

2) Apresentação:
Estruturar uma apresentação organizada.

a) Introdução: cumprimentar os ouvintes e conquistar o interlocutor;

b) Preparação: utilize estes primeiros minutos para prender o público informando o que vai falar, a importância do assunto ou problema por meio da apresentação de uma retrospectiva. Indique as partes da apresentação;

c) Assunto central: apresentar o assunto e alguns argumentos estabelecendo relações entre os fatos, exemplos, estatísticas, nomes de pessoas de referência sobre o assunto.

Desta forma você esta sustentando a sua apresentação. Nesta fase da apresentação você pode utilizar a técnica de adiantar possíveis objeções e perguntas;

d) Conclusão: finalizar com um resumo do que foi abordado e propor uma reflexão ou sugerir uma solução para o problema.

Guarde esta frase:

“Primeiro digo o que vou dizer, depois digo e para finalizar digo o que disse”.

Alguns cuidados necessários:

1) Estruturar o conhecimento;

2) Apresente uma informação de relevância e necessária;

3) Seja breve na sua apresentação;

4) Aponte exemplos para sustentar a apresentação;

5) Cuidado com uma apresentação „show‟ ou com muitos „textos‟;

6) Cuidado com a saturação de informação;

7) Cuidado com o tempo de atenção da audiência;

8) Se utilizar recursos audiovisuais: decida-se por colocar o mínimo necessário (imagens, palavras e frases chaves;

9) Utilize sempre uma seqüência lógica: roteiro proposto acima.

Na próxima dica abordaremos como superar facilmente o “medo de falar em público‟. Não perca!

Após estas dicas simples com certeza você conseguirá organizar apresentações mais focadas, concisas e simples facilitando a conquista do seu objetivo.

Utilize a comunicação eficaz como sua ferramenta de sucesso, faça a diferença!

O fonoaudiólogo empresarial tem sido considerado um profissional habilitado para auxiliar nesta tarefa de aprimoramento da comunicação pessoal e corporativa. Assim saiba mais sobre a fonoaudiologia empresarial no site: www.fonoaudiologiaempresarial.com

Referências bibliográficas para citação:

CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira. Fonoaudiologia Empresarial: perspectivas de consultoria, assessoria e treinamento. Manual Teórico-prático. São Paulo: Lovise, 2001.

CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira. Comunicação e Oratória: Ferramenta Estratégica para o Operador do Direito. São Paulo: Letras Jurídicas, 2005.

CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira. Comunicação Empresarial. São Paulo: Veris Educacional, 2006.

CARRASCO, Maria do Carmo Oliveira.  Argumentação Jurídica: Comunicação Oratória e Ferramenta Estratégica para o Operador do Direito. São Paulo: Letras Jurídicas, 2009.

Você sabe o que o Fonoaudiólogo Empresarial pode fazer pela sua empresa?

Fonoaudiologia Empresarial como ciência no seu saber fazer se dedica ao estudo da Comunicação Humana e seus Distúrbios na área empresarial. Maria do Carmo Carrasco foi precursora e desenvolvedora da área e segmento de atuação padronizando as tarefas de consultoria,coach, mentoria, assessoria, treinamento, brief de necessidades, análise e avaliação do desempenho comunicacional, diagnóstico organizacional/ comunicacional, assim como a criação dos primeiros cursos de formação e treinamento na área com utilização do manual teórico-prático – “Fonoaudiologia Empresarial: perspectivas de atuação em consultoria, assessoria e treinamento – 2001″.

Desta forma o fonoaudiólogo empresarial está inserido na gestão empresarial e recursos humanos e tem sido considerado fundamental na equipe de trabalho transdisciplinar para realizar o brief de necessidades, investigação e diagnóstico comunicacional, análise de desempenho comunicacional de acordo com o segmento empresarial, cargo e função do profissional com o objetivo de aprimoramento e acompanhamento de condições excelentes de comunicação corporativa e pessoal.

O manual teórico-prático intitulado Fonoaudiologia Empresarial: perspectivas de consultoria, assessoria e treinamento. Manual teórico-prático  tornou-se literatura necessária e de referência para o aprendizado deste segmento, tanto para os profissionais fonoaudiólogos como para os gestores da área empresarial e colaboradores.

O livro apresenta de maneira assertiva as possibilidades de atuação do fonoaudiólogo na gestão empresarial e em RH, apontando as tarefas de consultoria, coach, mentoria, assessoria e treinamento em comunicação corporativa e pessoal, assim como as habilidades e posturas necessária que devem ser desenvolvidas pelo fonoaudiólogo e como desenvolvê-las de maneira prática e como profissional de equipe transdisciplinar.

Por Maria do Carmo Carrasco

e-mail: coptraining@uol.com.br / carrasco@copconsultoria.com

(11) 9 59359586

 

 

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